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segunda-feira, 11 de maio de 2015

NÚMERO DE MOTOQUEIROS MORTOS NO TRÂNSITO DE SÃO PAULO VOLTA A SUBIR

Por dois anos, o trânsito paulistano emitia sinais de que poderia se tornar mais seguro para os motociclistas. A evolução parou. No ano passado, cresceu em 9% o número de motoqueiros mortos em acidentes nas ruas, segundo relatório divulgado no último dia 30. 

Ao todo, 440 pessoas perderam a vida, 37 a mais em comparação ao visto em 2013. As vítimas continuam sendo principalmente homens, na faixa dos 20 aos 29 anos e são estudantes ou ajudantes —ou seja, não trabalham como motoboys. 

O aumento se deu no mesmo período em que motofaixas foram extintas e os radares-pistola adotados para coibir o excesso de velocidade de motociclistas, aposentados. 


A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) diz investigar as causas do crescimento e promete tomar providências, entre elas a redução do limite de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros. As duas são as mais perigosas para quem transita de moto na cidade. 

Está descartada a proibição de motos em mais trechos das marginais, a exemplo do veto em vigor na pista expressa da Tietê. “Não há interesse”, afirmou a companhia. 

Uma das possíveis raízes de tantos acidentes graves é a má formação dos condutores, avalia o médico Dirceu Rodrigues, da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. “Se você conseguir andar em primeira marcha e se equilibrar na moto, receberá a carta.” 

Presidente do sindicato estadual dos motociclistas, o SindimotoSP, Gilberto dos Santos critica a prefeitura. “Houve políticas para carro, ônibus e bicicleta, mas só agora há algo para as motos.” Segundo ele, um grupo de trabalho com a CET estuda a criação de faixas de segurança nas avenidas onde há mais mortes de motociclistas.

domingo, 27 de julho de 2014

SAIBA PORQUE O DIA 27 DE JULHO É O DIA DO MOTOCICLISTA


Em 1998, constatando a existência de várias datas em que se comemorava o Dia do Motociclista, o que acabava por tornar a data sem valor, a ABRAM – Associação Brasileira de Motociclistas, iniciou o trabalho para estabelecer uma data única e nacional, a fim de se comemorar o Dia Nacional do Motociclista.

Após uma pesquisa, a entidade chegou à conclusão de que era desnecessário criar uma nova data, pois dentre as datas existentes, uma fora criada em 1982 por iniciativa do deputado Alcides Franciscatto, por sugestão de Rogério Gonçalves, na época, o proprietário da Concessionária Honda de Sorocaba, em homenagem póstuma ao seu ex-mecânico, o motociclista Marcus Bernardi, falecido em 27 de julho de 1974.

Como essa data já constava em algumas agendas, a ABRAM fechou questão e adotou o dia 27 de julho como o Dia Nacional do Motociclista, atuando imediatamente para sua efetiva difusão em todo país. Dentre as ações para alcançar tão nobre propósito, a associação criou no ano 2000 a Semana Nacional do Motociclista e o Prêmio ABRAM de Motociclismo, além disso propôs à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) a emissão de um selo homenageando o setor de duas rodas, o pedido foi aceito e em 2001 foi lançado na sede social da ABRAM, na época em Santo André, ABC Paulista, o Selo Postal Temático MOTOCICLETAS, uma edição especial com certa de 1 milhão de cartelas, trazendo um modelo antigo e um atual das 6 maiores marcas de motocicletas presentes no Brasil, o motociclismo entrava então para a história da filatelia nacional.

Não parou por aí, no ano de 2002 a ASSOHONDA – Associação Brasileira dos Concessionários Honda procurou a ABRAM para saber por que entre tantas datas havia adotado 27 de julho, e convencendo-se de não haver data melhor, resolveu adotar na data 27 de julho a Blitz Educativa Nacional e isso foi implantada em toda a rede de concessionários Honda no Brasil, o que sem dúvida ajudou a fortalecer a referida data, que é comemorada desde então todos os anos.

Assim se você é motociclista, comemore muito, pois essa é a data, 27 de julho, Dia Nacional do Motociclista.

Fonte: Hondamaniaco

domingo, 18 de maio de 2014

VOLTANDO A ATIVA!

É, depois de quase 1 ano de inativiade aqui no blog devido a correria do dia-a-dia, enfim consegui um tempo pra postar algo. E agora será periódico, como antigamente!

Bem, acabei vendendo minha moto, a YAMAHA Fazer250 que muitas alegrias me rendeu. Com ela andei por mais de 42000 km de estradas por este Brasil. Realizei as viagens pelo estado de São Paulo e a Expedição Salto do Yucumã, onde de fato esta moto se mostrou valente. A cilindrada de uma moto, pra quem realmente gosta de viajar, é um mero número.

Sempre que possível andava com ela. Trechos de ida ao trabalho, resolver problemas na cidade... se precisava ser ágil, então a palavra de ordem era: VOU DE MOTO!

Mas chega um momento que o desejo é subir, melhorar. Então vendi a Fazer250. Agora estou pesquisando que moto comprar para começar um novo capítulo de minha história sobre duas rodas!

Até!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ALEX BARROS, O ÚLTIMO BRASILEIRO DA MOTOGP

Alexandre Abraão Coelho de Barros, ou Alex Barros, (São Paulo, 18 de outubro de 1970) é um piloto brasileiro de motociclismo.

Filho de um ciclista, começou sua carreira aos oito anos de idade sendo campeão de minibikes. Foi campeão brasileiro de 50cc e em 1985 de 250cc. Em 1986 inicia sua carreira internacional competindo pelo Campeonato Mundial de Motovelocidade na categoria 80cc.

Em 1990 estreia na categoria máxima, a 500cc, na equipe Cagiva e tendo Eddie Lawson como companheiro de equipe. Com 20 anos, torna-se o mais jovem piloto nesta categoria.

Passa em 1993 a equipe oficial Lucky Strike Suzuki, com Kevin Schwantz como companheiro. Neste ano tanto Schwantz sagraria-se campeão mundial como Alexandre obteria sua primeira vitória, em Jerez, igualando o feito de outro brasileiro, Adu Celso.

Após sair da Suzuki em 1994, correu os oito anos seguintes com Honda em equipes privadas, alcançando o 4o.lugar nos campeonatos de 1996, 2000, 2001 e 2002.

Em 2003 correu pela equipe oficial de fábrica Yamaha Gauloises, pela primeira vez como número um da equipe. No ano seguinte, é contratado pela equipe oficial da Honda HRC, então campeã, em substituição a Valentino Rossi, contratado justamente pela Yamaha. Em ambas Alexandre teve atuação discreta, e na Honda, mesmo com o 4º lugar na classificação geral, foi dispensado no fim da temporada.

Em 2005 com Honda de equipe privada, obtém sua última vitória, no Grande Prêmio de Portugal, no Autódromo de Estoril. No campeonato chegaria em 8º.

Por falta de patrocínio, em 2006 Alexandre disputou o mundial de Superbike pela equipe privada Klaffi Honda, obtendo o 6º lugar na classificação geral, com seis pódios e uma vitória, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari em Ímola.

Em 2007 retorna a MotoGP para sua última temporada, por uma equipe satélite da Ducati, a Pramac d'Antim, obtendo um pódio, o 3o.lugar no Grande Prêmio da Itália em Mugello. Sua última corrida foi em Valencia em que terminou em 7º lugar.

#

Temporada

Equipe

Grande Prêmio

Circuito/Autódromo

Data

1

1993

Suzuki

Grande Prêmio da FIM

Circuito de Jarama

26 de Setembro

2

2000

Honda

Grande Prêmio da Holanda

Circuito TT Assen

22 de Junho

3

2000

Honda

Grande Prêmio da Alemanha

Circuito de Sachsenring

13 de Abril

4

2001

Honda

Grande Prêmio da Italia

Circuito de Mugello

03 de Junho

5

2002

Honda

Grande Prêmio do Pacífico

Twin Ring Motegi

6 de Outubro

6

2002

Honda

Grande Prêmio de Valência

Circuito de Valência

3 de Novembro

7

2005

Honda

Grande Prêmio de Portugal

Autódromo do Estoril

17 de Abril

Atualmente, Barros é proprietário da Alex Barros Riding School, empresa que ministra cursos e aulas para os amantes da velocidade.


em sua última temporada na MotoGP, correndo pela Pramac (2007)

agora empresário, ministra aulas na Alex Barros Riding School

Barros quando corria pela HRC (2004)

Barros com o futuro da motovelocidade brasileira: Eric Granado

Barros em 2005

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A LENDA: GIACOMO AGOSTINI

Em um mundo onde a garotada só reconhece ou lembra do Valentino Rossi ou do Jorge Lorenzo, segue um pouquinho da história do Super campeão das duas rodas: Giacomo Agostini!

Em 11 de junho de 1942, nascia em Lovere, na Itália o bambino Giacomo Agostini. Com 9 anos, ganha de presente de seu pai, uma Bianchi 50cc!

Aos 10 anos, já estava com uma Bianchi 125 cc, que o levaria à paixão pela velocidade!

Com seus 18 para 19 anos, Agostini decide que seria realmente piloto e, sua família, embora o desejasse engenheiro, resolveu apoiar!

Assim , em 1961, pilotando uma Morini 175cc, no autódromo de Saluta, Agostini ganha sua primeira medalha de ouro, diante de toda a família!!

Em 1962, torna-se o Campeão Júnior da Itália (também com uma Morini) em corridas de subida de montanha, provas disputadas em estradas, muito comuns na Europa.


O jovem Agostini com sua Morini 175, liderando uma prova, perseguido por Pasolini de Aermacchi


Vitória no Troféu Cadete F.M.I. com a Morini Settebello em julho de 1962

Em 1964, assina seu primeiro contrato profissional, com a Morini, onde ganha o Campeonato Italiano das 250cc, acumulando vitórias, inclusive sobre o favorito Tarquinio Provini , que andava de Benelli 250, 4 cilindros !!


Campeão Italiano de 250 com a Morini

Suas vitórias repercutem e ninguém menos que o Conde Domenico Agusta, o contrata para ser o segundo piloto do time onde o primeiro era o grande Mike Hailwood ! Pilotando uma MV Agusta 350cc, já na sua primeira corrida, Agostini conquista sua primeira vitória no mundial !


No início de carreira

Ao final da temporada, Agostini é o vice-campeão nas categorias 350 e 500cc, atrás de Jim Redman e de Mike Hailwood , respectivamente !


Agostini - MV Agusta 350 - 1965

Em 1966, Agostini é novamente vice na 350cc. Na 500, o mundo veria o maior duelo até então! Agostini ganha seu primeiro título, em cima de Mike Hailwood, que foi decidido sómente na última corrida !! Neste mesmo ano, Agostini participa, também, da famosa Tourist Trophy, e torna-se campeão Junior (350cc) ! Iria ganhar mais 9 vezes (veja matéria "Isle of Man")


Ago na Ilha de Man

Em 1967, novamente vice na 350 e campeão na 500cc, agora, já com mais folga sobre Hailwood !!


Agostini em mais uma "briga" com Mike Hailwood em 1967

A partir de 1968, com Hailwood fora do mundial , até 1972 , ninguém , com nenhuma máquina era capaz de vencer a dupla Giacomo Agostini / MV Agusta !!


Agostini 1968


A dupla imbatível ! Ago e a MV 500

Foram muitos recordes, desempenhos mirabolantes, grandes vitórias !! De 1968 a 1972, Agostini foi campeão ininterruptamente nas catergorias 350 e 500cc !!


Agostini - 1970

Um desses "shows" foi em Nurburgring em 1970. Com seus 22 quilometros e 170 curvas, o nevoeiro estava tão denso que não se via nem o adversário ao lado no grid !! E, Agostini venceu com mais de 3 minutos de vantagem sobre o segundo colocado !

Pódio no GP Suécia 1972. Agostini 1º, Phill Read 2º e o finlandes Jarno Saarinen em 3º.


Agostini desolado com a quebra da sua MV Agusta na Ilha de Man (1971)

Começam os boatos de que estaria desmotivado, decadente e que só vencia porque as MV eram motos muito superiores !


Agostini de MV Agusta 500 - 1972

A temporada de 1973 , não foi nada boa para Agostini ! Phill Read ,contratado pela MV Agusta em 1972, e que vinha se destacando , estreava bem na temporada de 73 !

Com muitas quebras e alguns tombos, após 4 GPs, Agostini não havia marcado nenhum ponto! E, Phill Read disparava na liderança! A gota d'água viria no GP da Suécia, quando , vinha na liderança mas, por jogo de equipe, recebeu ordens para deixar que Phill Read vencesse!! Nem o título das 350cc conseguiu acalmá-lo !!


Agostini (nº 1) atormentado por Phill Read (nº 3) - 1973

Assim, no dia 4 de dezembro de 1973, Agostini anuncia sua saída da MV Agusta e sua contratação milionária pela Yamaha!! O motivo alegado por Agostini, era que iria disputar provas de 750cc, cilindrada que a MV Agusta não tinha !

Mas o que pesou foi a grana e a convivência impossível com Phill Read !


Quando achavam que ele não se adaptaria aos 2 tempos, Agostini mais uma vez encanta o mundo e vence as tradicionais e importantes 200 milhas de Daytona de 1974, fazendo o recorde de média horária até então, com 105,010 mph.


Preparando sua Yamaha 750 para a sua grande vitória em Daytona !!


Agostini em busca da vitória - Daytona -1974

Provando, então, para o mundo todo, inclusive para os americanos, que ainda é o melhor, vencendo várias feras do motociclismo , inclusive o favoritíssimo, o americano Kenny Roberts !!

Para confirmar, vence também as 200 Milhas de Ímola, na Itália !


Vence seu sétimo e último título mundial nas 350 cc , com uma TZ 350 , que ele ajudou (e muito) a desenvolver !


Agostini com a TZ 350 que lhe deu o último título mundial na categoria 350!


Ago com sua Yamaha TZ 750

Na catergoria 500cc, além da moto não estar ainda bem desenvolvida, Agostini sofre uma queda mais séria, e fratura o ombro! Resultado ... não disputa várias etapas, ficando em 4º lugar no mundial !


Ago de Yamaha TZ 750 em 1974

Em 1975, Agostini e a Yamaha jogam tudo nas 500cc !


Ago com sua YZR 500 em 1975

Nas 350 cc, estava surgindo mais um destaque, o jovem e talentoso venezuelano Johnny Cecotto! Cecotto fica com o título , tendo sido muito elogiado pelo vice Agostini!!

Nas 500, Agostini dá o troco, e vence o mundial em cima de Phill Read e sua MV Agusta!!


Agostini (nº 4) na caça de Phill Read (nº 1) !!

Em 1976, a Yamaha oficial se retira do mundial das 500, e Agostini começa a temporada com uma velha MV Agusta , vencendo o GP da Alemanha ! Depois, compra uma Suzuki, que só quebra , e desiste da temporada.


Agostini "fazendo" Barry Sheene por dentro para vencer o GP da Alemanha de 1976 com uma MV 500 !


Agora, de Suzuki 500, Agostini tenta tudo, mas Barry Sheene iria ficar com o título das 500 em 1976 !

Na 350, com uma MV Agusta 350, vence só o GP da Holanda. O restante da temporada foram só fracassos !


Agostini de MV Agusta 350 a caminho da vitória no GP da Holanda em 1976

Também disputa a Fórmula 750, de Yamaha, sem resultados expressivos !


GP da França de 750. Agostini chegaria em 3º. Barry Sheene abandonaria.

Em 1977, após mais algumas frustradas tentativas, resolve abandonar definitivamente as pistas!! Mas , com a velocidade correndo no sangue, tenta ainda o automobilismo (Fórmula 2 e Fórmula 1- Aurora), mas sem o mesmo sucesso do motociclismo !


Agostini na F-2


Agostini seguido de Patrick Tambay em Imola, na F-1 Aurora em setembro de 1979

Assim, a partir de 1982, reaparece no circuito mundial, agora como chefe de sua própria equipe, a Agostini-Marlboro-Yamaha!! Obtem vários títulos, inclusive com seu antigo adversário , Kenny Roberts e, também, com Eddie Lawson !!


Kenny Roberts - Equipe Agostini-Yamaha- Marlboro

Hoje, empresário com vários negócios, administra sua fortuna feita no motociclismo!

Em 1997, trabalhando junto com a Cagiva, desenvolve para a MV Agusta a revolucionária MV F-4, lançada no Salão de Milão.


Agostini no lançamento da MV Agusta F-4

Sua carreira de piloto durou 17 anos! Foram 311corridas, 122 vitórias em Grandes Prêmios, 10 vitórias no Ilha de Man, 1 vitória nas 200 Milhas de Daytona, 18 Campeonatos Italianos e 15 vezes Campeão Mundial !

CAMPEONATOS MUNDIAS

1966


500 cc ( 3 vitórias )

MV Agusta
1967
500 cc ( 5 vitórias )

MV Agusta
1968 350 cc ( 7 vitórias )
500 cc (10 vitórias )

MV Agusta
MV Agusta

1969 350 cc ( 8 vitórias)
500 cc (10 vitórias )
MV Agusta
MV Agusta
1970 350 cc ( 9 vitórias )
500 cc (10 vitórias )
MV Agusta
MV Agusta
1971 350 cc ( 6 vitórias )
500 cc ( 8 vitórias )
MV Agusta
MV Agusta
1972 350 cc ( 6 vitórias )
500 cc (11 vitórias )
MV Agusta
MV Agusta
1973
350 cc ( 4 vitórias )

MV Agusta
1974
350 cc ( 5 vitórias )

Yamaha
1975
500 cc ( 4 vitórias )

Yamaha
1974
200 Milhas de Daytona

Yamaha

Nunca sofreu um acidente com gravidade !!

"Não tenho medo ! O que há , na verdade, é uma grande emoção ! Um calafrio capaz de percorrer o corpo inteiro nos poucos segundos que antecedem a largada, e que se estendem até o fim da primeira curva !!"

Curta um vídeo com Giacomo!


fonte: Motosclássicas70

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ANDAR DE MOTO NÃO É PERIGOSO

Perigoso é levantar do sofá no domingo e descobrir que você ficou sentado ali durante muitos anos.


VIAJAR DE MOTO OU JUNTAR DINHEIRO?



Se eu tivesse simplesmente deixado de comprar minha primeira moto no extinto Mappin com meu pai em 1958 e economizado todo o dinheiro gasto com gasolina e manutenção da mesma e das inúmeras motocicletas que já possuí, que a sucederam nesses 52 anos que se passaram, teria economizado muito dinheiro...

Um dia desses, pensando nisso, ao retornar de uma viagem solo ao Chile comecei a fazer umas contas... superficialmente hoje poderia ter uns 350 mil reais guardado.

Não teria gasto dezenas de pneus, de litros de óleo e filtros, em documentação, seguros, multas de transito, manutenção, revisão, pedágio e principalmente de gasolina.

Calculo também que teria deixado de rodar uns 400.000 km...

Para tanto, deveria ter ficado mais em casa, talvez aprendido a jogar futebol, quem sabe esse ou um outro esporte pouco dispendioso. Nesse caso não teria gasto meu suado dinheirinho em equipamentos caros, capacetes, luvas, botas, roupas de motociclismo e tantas outras coisas ligadas a rodar de moto.

Pensando bem, me sinto muito feliz em não ter hoje esse dinheiro guardado, porque gastei conhecendo lugares e pessoas bacanas, vivi sempre com muita adrenalina, novas expectativas de passeios e viagens me relacionando amistosamente com todos que cruzaram meu caminho e esse prazer vale mais do que aquele dinheiro que se foi.

Sempre estou recomendando aos iniciantes no motociclismo que sigam esse caminho, dentro de suas posses, nunca deixem de possuir aquela “moto dos sonhos” de participar daquele encontro com os amigos ou de empreender aquela sonhada viagem de moto. Me preocupo primeiramente com o valor das coisas e não o preço.

No motociclismo não deve e não pode haver economia em pneu, equipamento de segurança nem limite para seus horizontes, já provei que toda moto vai a todos os lugares, depende do piloto.

Hoje aos 68 anos não me arrependo de tudo que fiz e gastei no motociclismo. Os lugares que conheci, as amizades que fiz, o vento na cara, as dificuldades, as tempestades, a poeira, os enguiços, o sol escaldante queimando...

Texto: Otavio Araujo “Gugu” - 68 anos, motociclista há 52 anos.
FONTE AQUI

sábado, 21 de agosto de 2010

A moto perfeita para grandes viagens

Muitas pessoas acham que é impossível de se realizar grandes viagens de moto em pequenas motocicletas. Juro que, até um tempo atrás, também simpatizava deste pensamento. Mas tudo mudou quando descobri na internet um "louco" (brincadeira) que saiu de São Paulo (capital) com destino a nada mais, nada menos que Ushuaia (ARG), o Fim do Mundo, a bordo de uma Honda Biz 100 cilindradas (veja aqui)!!!



Depois disso, o pensamento que fica é o seguite: "O que importa é a viagem, e não a cilindrada!"

Uma prova disso: http://inema.com.br/mat/idmat096993.htm



fontes: Site de aventura INEMA (http://inema.com.br/)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Campanha Nacional "CEROL NÃO!"

Uma brincadeira, um passatempo, pode ceifar a vida de uma pessoa?
SIM!
Nas ruas de nossas cidades, é comum se deparar com crianças e até marmanjos soltando pipas/papagaios; e tanto para o pedestre quanto para o motociclista este divertimento pode causar ferimentos.
CEROL!
Mas você sabe o que é? Geralmente para a linha do pipa ficar "afiada" - para cortar outras linhas com maior facilidade - algumas pessoas fazem uma pasta de vidro moído ou até limalha de aço(!!!) com cola e passam na linha de seu pipa. Em velocidades moderadas, esta combinação pode degolar pedestres e motociclistas.

Veja e saiba mais em http://www.cerol.com.br/, observe em especial as Imagens Fortes.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Educação no Trânsito - Motociclistas

O Departamento de Trânsito de Victoria, Austrália, realiza várias campanhas através de comerciais e materiais impressos, relativo aos danos em acidentes envolvendo motociclistas. Conteúdo muito bom, de grande utilidade. Pena ser somente em inglês.

No link: http://www.spokes.com.au/#/home

sábado, 29 de agosto de 2009

Estranho personagem, esse tal de motociclista. ..

Difícil crer que seja possível preferir o desconforto de uma motocicleta, onde se fica instavelmente instalado sobre um banquinho minúsculo, tendo que fazer peripécias para manter o equilíbrio e torcendo para que não haja areia na estrada. Como podem achar bom transportar o passageiro, dito garupa, sem nenhum conforto ou segurança, forçando o coitado a agarrar-se à pança do motociclista, sujeitando ambos a toda sorte de desconfortos, como chuva, ou mesmo aquela "ducha" de água suja jogada pelo carro que passa sobre a poça ao lado, ou de ficarem inalando aquele malcheiroso escapamento dos caminhões em uma avenida movimentada como a marginal Tietê, por exemplo, sem falar da necessidade de se utilizar capas, casacos e capacetes, mesmo naqueles dias de calor intenso. Isso tudo enquanto convivemos numa época em que os automóveis nos oferecem toda sorte de confortos e itens de segurança.Ar-condicionado, que permite que você chegue ao trabalho sem estar fedendo e suado; "air bags", barras laterais, cintos de três pontos, etc., que conferem ao passageiro uma segurança mais do que necessária; som ambiente; possibilidade de conversar com os passageiros (OS passageiros. ..) sem ter que gritar e assim por diante.Intrigante personagem, esse tal de motociclista.Apesar de tudo o que disse acima, vejo sempre em seus rostos um estranho e particular sorriso, que não me lembro de haver esboçado quando em meu carro, mesmo gozando de todas as facilidades de que ele dispõe.Passei, então, a prestar um pouco mais de atenção e percebi que, durante minhas viagens, motociclistas, independente de que máquinas possuíssem, cumprimentavam- se uns aos outros, apesar de aparentemente jamais terem se visto antes daquele fugaz momento, quando se cruzaram em uma dessas estradas da vida.Esquisito...Prestei mais atenção e descobri que eles frequentemente se uniam e reuniam, como se fossem amigos de longa data, daqueles que temos tão poucos e de quem gostamos tanto.Senti a solidariedade que os une. Vi também que, por baixo de muitas daquelas roupas de couro pesadas, faixas na cabeça, luvas, botas, correntes e caveiras, havia pessoas de todos os tipos, incluindo médicos, juízes, advogados, militares, etc. que, naquele momento, em nada faziam lembrar os sisudos, formais e irrepreensíveis profissionais que eram no seu dia a dia. Descobri até alguns colegas, a quem jamais imaginei ver paramentados tão estranhamente.Muito esquisito...Ao conversar com alguns deles, ouvi dos indizíveis prazeres de se "ganhar a estrada" sobre duas rodas; sobre a sensação deliciosa de se fazer novos amigos por onde se passa; da alegria da redescoberta do prazer da aventura, independente da idade; e da possibilidade de se ser livre e alegre, rompendo barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade.Vi, ouvi e meditei sobre o assunto. Mudei a minha vida...Maravilhoso personagem, esse tal de motociclista.Muitas motos eu tive, mas jamais fui um verdadeiro motociclista, erro que, em tempo, trato agora de desfazer.Mais que uma nova moto, a moto dos meus sonhos.Mais que apenas uma moto, o rompimento dos grilhões que a mim impunham o medo e o preconceito e que por tanto tempo me impediram de desfrutar de tantas aventuras e amizades.Deus sabe o tempo que perdi e as experiências que deixei de vivenciar.Se antes olhava-os com estranheza, mesmo sendo proprietário de uma moto (mas não um motociclista) , vejo-os agora com profunda admiração e, quando não estou junto, com uma deliciosa pontinha de inveja.O interessante, é que conheço pessoas que jamais possuíram moto, mas que estão em perfeita sintonia com o ideal motociclista.Algumas chegam até mesmo a participar de encontros e listas de discussão, não que isto seja imprescindível ou importante. O que importa é a filosofia envolvida.Hoje, minha esposa e eu, montados em nossos sonhos, planejamos, ainda timidamente, lances cada vez maiores, sempre dispostos a encontrar novos velhos amigos, que certamente nos acolherão de braços abertos.Talvez, com um pouco de sorte, encontremos algum motorista que, em seu automóvel, note e ache estranho aquele personagem que, passando em uma motocicleta, com o vento no rosto, ainda que sob chuva ou frio, mostre-se alheio a tudo e feliz, exibindo um largo e incompreensível sorriso estampado no rosto.Quem sabe ganharemos, então, mais um irmão motociclista para o nosso grupo.

Fernando Drummond

FINALMENTE, HOJE COMEÇA A TEMPORADA DA MOTOGP

Finalmente, depois de um longo inverno, as emoções da MotoGP retornam na data de hoje, com o GP do Qatar, direto do circuito de Losail, a ún...